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Museu de Arte Urbana em Cascais com Vhils na primeira linha

A Câmara Municipal de Cascais divulgou numa cerimónia de apresentação as principais iniciativas culturais para 2017, sendo de destacar a criação do Museu de Arte Urbana, com o artista Vhils na primeira linha, com 300 obras da sua coleção particular. 

Esventrar uma parede e expor-lhe as entranhas, é isso que Vhils faz. Descobre as camadas de pedra que a formam, numa referência às camadas que nos formam enquanto pessoas e que formam também uma cidade – cidade essa que ele humaniza, dando-lhe uma cara, e pondo-nos face a face com ela.

Uma das muitas obras de Vhils espalhadas por todo o mundo
Uma das muitas obras de Vhils espalhadas por todo o mundo

Esta novidade de grande impacto cultural foi divulgada pelo vice-presidente da autarquia, Miguel Pinto Luz, numa cerimónia em que esteve igualmente presente o presidente da câmara, Carlos Carreiras, e onde foram divulgadas cerca de 50 iniciativas, desde música, teatro, desporto passando pela política, com uma participação financeira da câmara na ordem dos 8 milhões de euros. 

A acompanhar Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, pintor e grafiteiro português, conhecido pelos seus “rostos” esculpidos em paredes, estarão outros artistas nos 1200 metros quadrados que vai ocupar esta área dedicada à arte urbana no bairro dos Museus, onde já se encontra a Casa das Histórias Paula Rego.

A exemplo do que foi feito em Lisboa, será implementada em Cascais uma taxa turística, que servirá de suporte financeiro a estas iniciativas culturais que começa a ser cobrada no próximo mês de fevereiro, e em que a autarquia estima que só dos hotéis a receita seja da ordem dos 1,2 milhões de euros.

Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017

Lisboa é a partir deste sábado, e até 22 de dezembro, a Capital Ibero-Americana da Cultura 2017, com uma programação que inclui mais de 150 atividades, nas quais participarão centenas de artistas e produtores nacionais e ibero-americanos. 

Esta é a segunda vez que Lisboa é escolhida pela União das Capitais Ibero-Americanas (UCCI) como Capital Ibero-Americana da Cultura. A primeira foi em 1994, no mesmo ano em que foi Capital Europeia da Cultura.  A inauguração, na galeria do Padrão dos Descobrimentos, da exposição Al final del paraíso, do artista mexicano Démian Flores, da qual faz parte “uma obra nova cujo tema é a relação colonial entre os Países Ibéricos e a América Latina”, abre, pelas 17h, a programação da iniciativa Passado e Presente — Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017. 

A cerimónia de abertura, durante a qual será apresentada uma emissão filatélica comemorativa da iniciativa, composta por quatro selos e um bloco que “pretendem retratar aspetos culturais e históricos de algumas das cidades associadas ao território ibero-americano”, está marcada para as 19h, no Teatro São Luiz. 

No mesmo teatro, pelas 21h, decorre o concerto Canções para uma Festa, que juntará em palco a portuguesa Gisela João, a peruana Mariela Condo e a panamiana Yomira John. O espetáculo irá repetir-se no domingo, também às 21h. 

O dia de abertura de Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017 termina à meia-noite com a festa Danças, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, com música do português La Flama Blanca e cenografia de Pedro Valdez Cardoso. 

Da programação fazem parte, além de exposições e concertos, peças de teatro, visitas guiadas, residências artísticas, exibição de filmes, colóquios, workshops, um festival de arte urbana, espetáculos de dança, um festival de narração oral e uma feira do livro de fotografia. 

Passado e Presente — Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura é uma iniciativa da UCCI e da Câmara Municipal de Lisboa, que conta com a participação, colaboração e apoio de dezenas de outras instituições, associações e equipamentos privados. A programação completa pode ser consultada aqui.

Foto:  © Julian Klimt 

José Carlos Vasconcelos é o vencedor do Prémio Vasco Graça Moura

O Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural foi atribuído, por unanimidade do Júri, ao jornalista, poeta e jurista José Carlos Vasconcelos, director do quinzenário “JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias” um raro exemplo de persistência na Imprensa portuguesa de âmbito cultural.

Instituído pela Estoril Sol, em parceria com a Editora Babel, o Prémio, com periodicidade anual e no valor de 40 mil euros, foi criado em homenagem à memória de Vasco Graça Moura e é divulgado no dia em que celebraria o seu aniversário.

Da acta do Júri, presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, ressalta que depois de apreciados os nomes das várias candidaturas propostas, José Carlos Vasconcelos recolheu a unanimidade por ser uma “personalidade que se tem afirmado em todos os domínios em que tem exercido atividade como das figuras mais marcantes da vida portuguesa nos dias de hoje”.

A acta do Júri valoriza a biografia de José Carlos Vasconcelos que “ilustra bem o papel muito relevante que sempre desempenhou e desempenha – como advogado e homem de leis, como poeta e escritor, como jornalista e interveniente ativo na valorização da língua, da literatura, das artes e ideia”.

O Júri salientou “ especialmente, uma vez que se trata de um prémio de cidadania cultural, o papel desempenhado com grande generosidade e determinação, inteligência e elevado sentido profissional, pelo premiado na fundação, direcção e manutenção do “JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias».

“Trata-se de uma iniciativa única – destaca ainda o Júri – pela permanência e regularidade, que projeta a cultura e a língua portuguesa no mundo, com uma qualidade digna de reconhecimento”.

É vasto o currículo do vencedor desta segunda edição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural.

José Carlos Vasconcelos nasceu a 10 de Setembro de 1940, e muito cedo iniciou a atividade jornalística e cultural na Póvoa do Varzim. Dirigiu duas páginas literárias e publicou, em 1960, o primeiro livro de poemas. Licenciou-se em Direito em Coimbra, onde foi destacado dirigente associativo, presidente da Assembleia Magna da Associação Académica, chefe de redação da Via Latina, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, actor do TEUC, dirigente cineclubista, chefe de redação da revista Vértice.

Já licenciado, veio para a redação do Diário de Lisboa, foi dirigente sindical e, nesse âmbito, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa. Como advogado, defendeu presos políticos e jornalistas.

Após o 25 de Abril esteve na direção do Diário de Notícias e da informação da RTP, onde fez o primeiro programa literário, “Escrever é Lutar”. Foi comentador político na Televisão, tendo pertencido, ainda, ao seu Conselho de Opinião. Foi um dos fundadores de O Jornal e seu director. Foi, também, fundador e director editorial da revista Visão, presidiu à assembleia geral do Sindicato e do Clube dos Jornalistas, bem como à direcção deste último.

Participou em iniciativas cívicas contra a ditadura e integrou, logo após o 25 de Abril, a Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros. Foi deputado à Assembleia da República e presidiu à Comissão Parlamentar Luso-Brasileira. Pertenceu à Comissão de Honra dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. Foi membro do Conselho Geral da Fundação Calouste Gulbenkian e do Conselho das Ordens Honoríficas Nacionais, e comissário do Encontro Internacional Língua Portuguesa, promovido pela União Latina. É ainda membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, dos conselhos consultivos para a Língua Portuguesa da Fundação Gulbenkian e do Instituto Camões.

Tem dez livros de poesia, três infanto-juvenis, um de entrevistas (Conversas com José Saramago) e um sobre Lei de Imprensa/ Liberdade de Imprensa. Entre outras distinções, foram-lhe atribuídos todos os prémios de carreira do jornalismo português e o Prémio Cultura, da Fundação Luso-Brasileira, na sua 1ª edição.

É membro (sócio correspondente) da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.

O Júri que atribuiu o Prémio Vasco Graça Moura, além de Guilherme D`Oliveira Martins, foi integrado por Maria Alzira Seixo, José Manuel Mendes, Manuel Frias Martins, Maria Carlos Gil Loureiro, Liberto Cruz e, ainda, por José Carlos Seabra Pereira, em representação da Babel e Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

Nos termos do Regulamento, o Prémio Vasco Graça Moura “visa distinguir um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que ao longo da carreira – ou através de uma intervenção inovadora e de excepcional importância -, haja contribuído para dignificar e projectar no espaço público o sector a que pertença”.

A cerimónia da entrega do Prémio será anunciada oportunamente.

Fonte: Gabinete Imprensa Grupo Estoril-Sol

Fotografia: TSF

Locais onde pode ir na Passagem de Ano

A Passagem de Ano aproxima-se e muitos são os eventos e festas que irão acontecer antes, durante e depois das doze passas. Aqui ficam algumas sugestões em vários pontos do país:

Lisboa

 

Porto

 

Coimbra

 

Aveiro

 

Algarve

George Michael morre aos 53 anos em pleno dia de Natal

Ao longo de 2017, foram várias as personalidades que nos deixaram. Neste Natal, foi mais uma. Georgios Kyriacos Panayiotou, mais conhecido como o cantor britânico George Michael, faleceu com 53 anos em pleno dia de Natal na sua casa em Oxfordshire, Inglaterra.

Segundo fonte, citada pela BBC, o cantor morreu em casa, “pacificamente”, não acreditando a polícia que o óbito tenha ocorrido em circunstâncias suspeitas. Já em 2011, também no final de Dezembro, George Michael esteve três semanas em coma num hospital austríaco a batalhar contra um grave caso de saúde relacionado com uma pneumonia.

George Michael teve uma vida marcada, tanto com fama e sucessos, como com controvérsias, tanto na vida profissional como na sua vida pessoal.  Depois do êxito comercial “Faith”, o cantor escreveu em 1990 o álbum “Listen Without Prejudice Vol. 1”, e que originou uma longa batalha nos tribunais com a editor que o representava na altura, a Sony. Michael argumentou de que o contrato que assinara com a editora em 1988, equivalia a um tipo de “escravidão profissional”, pois retirava-lhe o controlo artístico e comercial sobre o seu trabalho e ter uma vigência por 15 anos. O objectivo deste albúm foi mostrar-se como um artista mais sério, após ficar conhecido como ícone pop e sex symbol. No entanto a editora Sony não gostou da ideia e não promoveu o disco como George Michael queria. Esta disputa legal de ano e meio acabou com a derrota de George Michael, que só posteriormente em 1996 voltaria a editar um novo álbum, “Older”. Este é um trabalho mais pesado e melancólico, muito devido a depressões ocasionais e especialmente à morte súbita do amante, Anselmo Feleppa, em 1993. Foi também durante o lançamento deste disco, que em 1996, Michael conhece Kenny Goss, que o terá dissuadido de se suicidar. Esta foi a relação amorosa mais duradoura durante a sua vida.

Em 1998 o cantor assumiu a sua homossexualidade, depois de ter sido detido numa casa de banho pública em actos sexuais.

O seu último trabalho de originais “Patience”, de 2004, foi bastante aclamado, o que o levou de novo aos palcos  e à estrada. Foi também o primeiro músico a actuar no renovado Estádio de Wembley, em Março de 2007. Nesse mesmo ano, George Michael dá o seu primeiro e único concerto em Portugal, no Estádio Cidade de Coimbra.

O seu o único albúm ao vivo, chamado “Symphonica”, foi lançado em 2014. Para Março de 2017, George Michael estaria a preparar um documentário sobre a sua vida e carreira e também o relançamento de “Listen Without Prejudice Vol. 1”, novamente com a sua antiga editora, a Sony, com quem voltou a assinar contrato.

Ao longo de quatro décadas, o artista tanto com os WHAM! como a solo, vendeu mais de 100 milhões de álbuns.

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