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ARQUITETURAS FILM FESTIVAL INSTALA-SE NO CINEMA SÃO JORGE EM LISBOA

O Arquiteturas Film Festival (AFF) está quase de regresso à cidade de Lisboa e já tem datas marcadas para o encontro.  Entre 4 e 9 de junho, a 7º edição instala-se de armas e bagagens no Cinema São Jorge e traz para o debate o tema Human Nature. Ao longo de seis dias, a programação de 2019 traz na mala 62 filmes – 90 por cento estreias portuguesas e algumas mundiais;  haverá ainda várias atividades paralelas – workshop, masterclass, atelier para crianças, visita guiada, encontros de coletivos e muito mais.

Como já é tradição, antes do arranque o Arquiteturas apresenta a programação com um warm-up. Este ano será duplo, no dia 28 de Maio no bar o Bom, o Mau e o Vilão como convidado especial do Shortcutz Lisboa, onde serão exibidas duas curtas-metragens que fazem parte do programa deste ano; e no dia 30, em parceria com a Roca Lisboa Gallery, com a presença do curador do festival André Costa, a diretora Sofia Mourato, o realizador Duarte Natário e a arquiteta Daniela Silva.

O festival arranca com o premiado Melting Souls, de François Xavier Destors. Um documentário sobre Norilsk, uma “cidade de ficção científica” acima do Círculo Polar Ártico – uma paisagem industrial infernal numa tundra que, de outra forma, seria estéril.

Entre as novidades desta edição está o júri do Arquiteturas 2019. A arquiteta Ana Tostões, Presidente do DOCOMOMO Internacional, o geógrafo Álvaro Domingues, a arquiteta Isabel Barbas, o realizador Gerrit Messiaen, a artista e realizadora Petra Noordkamp e o arquiteto Tiago Oliveira, em representação da Secção regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OASRS), aceitaram a missão de avaliar 55 obras de 26 países em quatro categorias: Ficção, Documentário, Experimental e Novos Talentos. A programação completa será divulgada em breve.

Pensado conceptualmente como uma problematização ampla da relação entre o ser humano e a natureza, o tema que este ano está em cima da mesa pretende ultrapassar discussões sobre arquitetura e sustentabilidade para tratar as questões mais urgentes sobre o espaço transformado, e ameaçado, pela ação humana, e também os desdobramentos dessa ação sobre a existência do homem. 

Exemplo inevitável quando se fala de construção de um território resultado da intervenção humana, a Holanda foi eleita como país homenageado desta edição com uma programação transversal que conta com o alto patrocínio da Embaixada da Holanda em Lisboa e curadoria de Mélanie van der Hoorn.

Entre inúmeras outras atividades, vai decorrer um workshop do coletivo holandês Failed Architecture, conhecido pelos seus casos de estudo sobre os falhanços do modernismo e o crescimento urbano das cidades, em conjunto com a realizadora Petra Noordkamp, duas vezes premiada pelo melhor filme no Arquiteturas. O workshop consiste numa investigação e recolha audiovisual sobre a atual situação da praça Martim Moniz, em Lisboa, culminando em ensaios cinematográficos dos participantes.

A programação holandesa conta ainda com uma masterclass sobre filmes de arquivo de arquitetura com Melanie van der Hoorn, autora do livro Spots in Shots: Narrating the built environment in short films, em conjunto com Tiago Batista, diretor do ANIM e João Rosmaninho da Universidade do Minho; com a presença de dois ateliers de arquitetura premiados pelas suas práticas com características sustentáveis, o atelier Bureau Sla e o atelier Space & Matter.

Portugal será representado por Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr., sobre a memória coletiva e as transformações recentes da cidade do Porto; Civitas, de André Sarmento, e Alis Ubbo, de Paulo Abreu, ambos sobre o processo de “turistificação” em Lisboa. A ficção Lá vem Dia, de Mercês Tomaz Gomes, trata da relação entre o morar contemporâneo e as relações afetivas. Esta edição traz ainda a estreia da curta de animação portuguesa O atelier do meu avô, do arquiteto Tiago Galo, em exibição no atelier para crianças do festival, e o recém-estreado filme Tudo é Paisagem que retrata a história da arquitetura paisagística em Portugal.

Também em foco nesta edição vão estar o cineasta Andrzej Wajda e sua paixão pela arquitetura, a inevitável Bauhaus que este ano completa 100 anos de existência e os movimentos  radicais italianos de design e arquitetura das década de 60 e 70 como são os casos dos UFO, Archizoom e os Superstudio. O arquivo do grande mestre mexicano Luis Barragán é tema do filme The Proposal. O famoso projeto de habitação social em Milão, o Gallaratese, de Aldo Rossi, é tema do filme Monte Amiata, e a obra símbolo do modernismo na Inglaterra, dos icónicos arquitetos Alison e Peter Smithson, é retratada em The Disappearance of Robin Hood.

Em parceria com a RTP vão ser exibidos no AFF três episódios de Atelier d’Arquitetura, série documental que percorre edifícios, estruturas, conceitos, peças, casas ou museus que mais se destacam no território nacional e que começou a ser transmitida recentemente pela estação pública. Os realizadores da série estarão presentes para uma discussão com o público.

Os sponsors desta edição estão em foco através do apoio a sessões dedicadas a temas que lhes são próximos – o Portal da Construção Sustentável vai, enquanto sponsor principal, realizar um evento de apresentação e discussão para profissionais do setor interessados em processos e produtos sustentáveis. A ROCA e a Water Foundation patrocinam a sessão de filmes sobre o esgotamento de recursos naturais dos rios na África do Sul e Quénia; o RSGrupo patrocina a sessão que exibe um dos principais filmes da programação oficial – Anthropocene: The Human Epoch aproveitando para apresentar as suas visões sobre a geo-arquitetura.

Cinema São Jorge transforma-se em Quarto Escuro

O cinema São Jorge vai transformar-se este sábado, a partir das 17 horas num Quarto Escuro, onde músicos, humoristas, atores e bailarinos participam neste “primeiro espetáculo às escuras” e sem programa anunciado.

Esta que é também uma iniciativa solidária  é apresentada pelos radialistas Fernando Alvim e Ana Galvão. A origem desta iniciativa remonta a 2005, quando Fernando Alvim no programa “Prova Oral”, na Antena3, entrevistou Maria da Conceição, que criou a Fundação Maria Cristina, cujo objectivo era a intervenção nas favelas do Bangladesh para promover a educação de crianças e de as tirar da pobreza. A iniciativa solidária é precisamente que a receita deste espectáculo reverta na totalidade para a Fundação Maria Cristina.

O espectáculo decorre às escuras, mas não totalmente, pois irá acender-se um foco de luz durante as actuações, mas, nos primeiros segundos, não se vê nada. A originalidade deste espectáculo é ninguém saber o que vai acontecer, ou seja uma surpresa total, para público, os artistas e possivelmente a organização, conforme o próprio cartaz se apresenta.

A organização, convocou toda a comunidade artística portuguesa, para aderir a esta iniciativa, mas não revela os nomes que estarão no palco do São Jorge, para que a surpresa seja total.

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