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Olhares Cruzados, “A cultura não é um custo mas um investimento”

No âmbito da 10ªedição do ciclo Olhares Cruzados, que o Público promove em parceria com a Católica Porto Business School, decorreu ontem no Auditório da nova sede da EDP, uma discussão sobre um tema que continua na ordem do dia das políticas das principais cidades: “A cultura e as cidades. Entre custo e motor do crescimento.” Moderada por Rui Vilar, administrador não-executivo da Fundação Calouste Gulbenkian e presidente não-executivo da Caixa Geral de Depósitos, teve como intervenientes o músico Pedro Abrunhosa e o CEO da EDP, António Mexia.

Este interessante debate, a que a Coolture teve oportunidade de assistir, estava centrado nos “custos” da cultura, mas a opinião unânime e sem cruzamentos é que o mesmo deve ser considerado sempre como um investimento.

Sem cultura não há desenvolvimento económico, tendo sido dados exemplos de obras que marcaram decisivamente a cultura do nosso país, como o CCB, a Culturgest, a EXPO, a Casa da Música, Serralves, e citado o exemplo de Guimarães, enquanto Capital Europeia da Cultura, que para além de ter dotado a cidade de infraestruturas importantes, reabilitou o seu centro histórico. Mais recentemente o MAAT em Lisboa e a própria sede da EDP, com um papel bastante interventivo na área, representam bem o contributo que ela assume como “motor” para o desenvolvimento económico e qualidade de vida das cidades e dos cidadãos.

Este aspecto, foi realçado pelo CEO da EDP, António Mexia que vincou que “A cultura não é um custo, mas sim um investimento. Ela aumenta a produtividade das pessoas, porque torna-as capazes de ‘trazer mundo’ para qualquer lado onde estejam”, assumindo assim um “ciclo virtuoso” que gera economicamente um impacto significativo.

Pedro Abrunhosa criticou o papel do Estado na importância que dá à Cultura, com um orçamento que não chega a 1% do PIB no nosso país, o que é manifestamente inferior à média da União Europeia. “Sem cultura, sem investimento na cultura, está em causa a dignidade do país e a auto-estima dos cidadãos”. António Mexia acrescentou que esta é “Sempre a parte que é cortada quando se fazem orçamentos,  sendo necessário ambição e uma consistência sistemática e duradoura nesta área. É difícil atrair dinheiro privado para a cultura, portanto é essencial criar-se um mercado que crie um ciclo virtuoso para se investir neste ramo, destacando o investimento que a própria EDP faz nesta área ao longo dos anos”.

A importância da Cultura foi realçada por Rui Vilar no final deste debate, em que referiu que por recomendação do Comissão Europeia e resolução do Parlamento Europeu 2018 será consagrado à causa do património cultural, encerrando assim este interessante debate Olhares Cruzados.

Durante o próximo ano será celebrado o percurso comum que nos marca como europeus, realçando os contributos altamente positivos do património cultural nas mais diversas áreas, sejam socioeconómicas ou ambientais.

O ciclo de conferências Olhares Cruzados fecha no Porto, no dia 23, com o tema “Velhos são os trapos”.

No âmbito da 10ªedição do ciclo Olhares Cruzados, que o Público promove em parceria com a Católica Porto Business School, decorreu ontem no Auditório da nova sede da EDP, uma discussão sobre um tema que continua na ordem do dia das políticas das principais cidades: “A cultura e as cidades. Entre custo e motor do crescimento.” Moderada por Rui Vilar, administrador não-executivo da Fundação Calouste Gulbenkian e presidente não-executivo da Caixa Geral de Depósitos, teve como intervenientes o músico Pedro Abrunhosa e o CEO da EDP, António Mexia.

 

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