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UHF | CASA DA MÚSICA

UHF | CASA DA MÚSICA

Música & Festivais

Data
26/12/2020
21:30 | Sábado
Local

Casa da Música, Porto

Classificação Etária
M/06 anos
Preço
15€ até 20€
Bilhetes:
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Descrição do Evento

UHF | CASA DA MÚSICA – Podem os Oceanos Arder? É o título do novo disco dos UHF, o décimo sétimo de originais, assim designado antes da invasão invisível que mudou as nossas vidas nos últimos meses. Nada, da lástima invasora, foi vertido para canção.

As sessões de gravação foram interrompidas na primeira semana de Março, e retomadas no final do mês de Julho. No ano em que a canção Cavalos de Corrida atinge a madura idade de 40 primaveras, os UHF prometem um concerto em dois andamentos. No primeiro, a apresentação integral do novo disco. No segundo, o brilho das estrelas que guiaram uma carreira iniciada em 1978. Com tanta fome de palco será um concerto imperdível.

UHF | CASA DA MÚSICA

A data de 18 de Novembro de 1978 é considerada o dia 1 dos UHF. Nessa noite realizaram o primeiro concerto a sério na discoteca Brown’s, em Lisboa, juntamente com os Faíscas, de Pedro Ayres Magalhães, e Aqui d’el Rock.
Dizem os factos, contudo, que o primeiro concerto terá acontecido uns dias antes, talvez uma semana, no bar É, aos Capuchos em Lisboa, com os mesmos Faíscas e o radialista António Sérgio na assistência.

Na primavera do ano seguinte gravam o primeiro disco, o EP Jorge Morreu, para uma pequena editora de Lisboa, Metro Som, sem sucesso comercial e escasso reconhecimento público; António Sérgio confessa-se entusiasta do som underground dos UHF.
A reputação do grupo consolida-se em múltiplos concertos, primeiro na área da Grande Lisboa e depois descobrindo o país. Chegam, com essa experiência de palco, ao gigante Valentim de Carvalho, que edita em 1980 o seminal Cavalos de Corrida.
Juntamente com Chico Fininho, de Rui Veloso, fundam o movimento musical que ficará conhecido como rock português.

Em 1981 ganham o prestigiado Prémio da Casa da Imprensa, na categoria de revelação; somam ao longo do ano vendas superiores a 100 mil discos.
No início de 1982 gravam o disco de despedida da Valentim de Carvalho, o prémonitório Estou de Passagem (1982, Fevereiro), rompendo um contrato de 5 anos. Transferem-se para a Rádio Triunfo/Orfeu, numa ruptura que a comunicação social encrespou e a única para o nosso meio musical que custou dinheiro ao comprador.

Editam o LP Persona Non Grata (1982, Novembro), escrito ao longo da digressão desse verão quente dos UHF. Rescindem este novo contrato discográfico em 1985, com o primeiro disco do universo rock gravado ao vivo em Portugal, Ao Vivo em Almada – No Jogo da Noite (1985), o vinil mais raro e caro no mercado actual de usados, atingindo e ultrapassando os 300 Euros em licitações na Net.

A partir daí, as mudanças de editora vão tornar-se um dado comum na vida dos UHF. Frontal, independente e assertivo, António Manuel Ribeiro assumirá mais tarde que os contratos editoriais são como os casamentos, que conduzem amiúde a divórcios quando as coisas não vão bem.
Os sucessos radiofónicos continuam e os discos dourados também – estão além da moda e da estação. Os egos crescem e da banda inicial, a partir de meados dos anos ‘80, restará o líder e fundador AMR, autor maioritário do repertório da banda. Na Tua Cama (1988) e Hesitar (1989) marcam os três anos no catálogo Edisom.

Entre 1991 e 1998, os UHF integram o catálogo da multinacional BMG, hoje na SONY Music, com um rasto de grandes canções: Brincar no Fogo (1991), Menina Estás à Janela (1993), Sarajevo (1993), Toca-me (1995) e Foge Comigo Maria (1996), apenas para referir os números 1.
Em 1998 decidem tornar-se editorialmente independentes, antevendo o encolhimento da indústria discográfica nacional, arrastado pelo que acontece no resto do mundo.

Editora e produtora próprias, agência de representação exclusiva e promoção em outsourcing, constituem o núcleo de profissionais que envolvem os UHF. Matas-me com o teu olhar (2005), é um mega sucesso de rádio na primeira década do século XXI e um vulcão emocional do palco para o público, fruto deste trabalho empresarial. Mas também Quando (dentro de ti) (1998), Uma palavra Tua (1999), A Lágrima Caiu (2003), Viver Para te Ver (2010), A Minha Geração (2013) e o incontornável hino da modernidade do clube da Luz, Sou Benfica (1999), revelam os sucessos da discografia do grupo. Um artista vale o que valem as suas canções.

Só uma determinação (vocação?) ímpar podia guardar velhos tesouros gravados e editar (até agora) três volumes com Raridades – Canções Prometidas, privilegiando os fãs. Provavelmente nunca antes se pensou a carreira musical em Portugal como os UHF o fizeram desde o berço da primeira canção – estas Raridades são a prova disso.

Os UHF rondam em Outubro de 2015 a fantástica soma de 1.700 concertos em Portugal e no mundo, e já venderam mais de um milhão de discos, cassetes e DVD. Estão representados em mais de 100 colectâneas com outros artistas, incluindo Estados Unidos e Brasil.

Em Janeiro de 2015, foi lançado um novo livro de António Manuel Ribeiro, Por Detrás Do Pano, da Chiado Editora, uma viagem biográfica pelo interior dos UHF e o exterior da música portuguesa que muito ajuda à compreensão da matriz uhfiana .

A revista Blitz ofereceu na edição de Março uma colecção de 10 canções no CD Uma História Secreta Dos UHF, que junta raridades e outras gravações inéditas realizadas entre 1979 e 2014. Outro mimo que saiu do cofre do grupo.

A 30 de Outubro, os UHF editaram o duplo CD O Melhor de 300 Canções, a sua primeira colectânea global, que reúne 35 clássicos e 2 originais.

Formação: António Manuel Ribeiro (voz), António Côrte-Real (guitarra), Luís ‘Cebola’ Simões (baixo), Ivan Cristiano (bateria).

UHF | CASA DA MÚSICA

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Av. da Boavista 604-610, 4149-071 Porto

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41°9'32.02"N
8°37'50.53"W
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