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LISBOA NA RUA 2020 – FESTIVAL POLÍTICA

LISBOA NA RUA 2020 – FESTIVAL POLÍTICA

Teatro & Arte

Data
13/08/2020 até 16/08/2020
Ver progr | Quinta, Sexta, Sábado, Domingo
Local

Lisboa, Lisboa

Classificação Etária
M/12 anos
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Descrição do Evento

LISBOA NA RUA 2020 – FESTIVAL POLÍTICA – Num ano em que os limites são diariamente desafiados, procuramos neste Lisboa na Rua refletir sobre o mundo e sobre a nossa intervenção, enquanto voltamos a alimentar o espírito com sons e histórias, numa programação que junta música, teatro, cinema, conversas e dança.

O Lisboa na Rua está de regresso, animando a cidade com cinema, música, teatro e dança, mas este ano com um programa um pouco diferente e com algumas regras.
Escolhemos espaços e locais da cidade que permitam manter a devida distância e com acesso limitado para podermos, assim, regressar devagar à cidade, e celebrar a cultura ao ar livre e em segurança, através de uma programação multidisciplinar entre 13 de agosto e 27 de setembro. A entrada é gratuita em todos os eventos, mas sujeita, obrigatoriamente, a inscrição ou levantamento prévio de bilhete.

Apesar de todas as condicionantes, fizemos questão de voltar a trazer a cultura para a rua, respeitando todas as medidas de segurança recomendadas neste momento, de forma a preservar a saúde pública. Assim, este ano, não há grandes palcos nem espetáculos para milhares de pessoas, mas a programação não é menos desafiante por isso. E mesmo ao ar livre, toda a programação do Lisboa na Rua acontece em espaços com lotações limitadas, distâncias de segurança, com máscaras e higienização.

O Festival Política regressa ao Cinema São Jorge no mês de agosto, abrindo o Lisboa na Rua. A programação de quatro dias inclui debates, filmes, performances, música e humor, tendo o ambiente como tema central.

Com as alterações climáticas no centro das reivindicações dos mais jovens e com os poderes públicos e económicos cada vez mais pressionados para mudarem as suas políticas em prol de um desenvolvimento mais sustentável, o festival dará especial atenção ao papel dos cidadãos como agente transformador, sem ignorar o impacto que a pandemia da covid-19 está a ter em todo o mundo.

Em 2020, o festival terá pela primeira vez a figura do país-foco, que será o Brasil, e que estará em destaque em vários momentos da programação.

FESTIVAL POLÍTICA | 13 a 16 agosto | Cinema São Jorge

Todas as atividades são de entrada livre, com lotação limitada e sujeitas ao levantamento de bilhetes na bilheteira do Cinema São Jorge.
Horário da bilheteira: quinta a domingo, das 16h até ao início da última sessão.
Lotação: Sala Manoel de Oliveira, 423 lugares; Sala 2, 78 lugares; Sala 3, 105 lugares.

13 agosto

Sala Manoel de Oliveira | 18h – A EXPLORAÇÃO DA GENTE PARA A EXPLORAÇÃO DA TERRA
Moderação: Fumaça – Debate m/12
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. 26 mil só em Portugal. A necessidade de mão de obra intensiva leva um mundo de gente aos campos. Na procura de uma vida melhor, milhares de imigrantes
sujeitam-se a trabalhos forçados, à exploração, tão intensiva como as culturas que fazem crescer. Que terra ficará para as gerações futuras? A que custo?

Sala 2 | 19h – SEMBA VERSUS PETRÓLEO
Com André Soares (jornalista/antropólogo/investigador), Galiano Neto (percussionista e compositor)
e Chalo Correia (guitarrista e compositor).
Oficina/performance – m/12
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Angola está a passar por uma crise, em parte provocada pela baixa do preço do petróleo, o seu principal bem de exportação. O semba, género de música de dança angolano ajudou a construir o estado nação, entra agora em processo de patrimonialização ao abrigo das diretivas da convenção do património cultural imaterial da UNESCO 2003.
Que património será mais sustentável para o futuro de Angola?

Sala 3 | 21h30 – SESSÃO VENCEDORES DOS GREEN FILM NETWORK AWARDS
Cinema – m/12
Parceria: Extensão Festival CineEco

MUNDO PERDIDO” (“LOST WORLD”)
de Kalyanee Mam – EUA, 16’

Enquanto Singapura retira areia das florestas de mangue do Camboja, a ameaça de extinção paira sobre um ecossistema, um modo de vida comunitário e o relacionamento de uma mulher com o seu lar.

FROTA FANTASMA” (“GHOST FLEET”)
de Shannon Service e Jeffrey Waldron – EUA, 90’

A Frota Fantasma segue um pequeno grupo de ativistas que arriscam as suas vidas nas remotas ilhas da Indonésia para encontrar justiça e liberdade para os pescadores escravizados que alimentam o apetite
insaciável do mundo por frutos do mar.
Patima Tungpuchayakul, abolicionista tailandesa, comprometeu a sua vida a ajudar esses homens “perdidos” a voltar para casa.
Confrontada com doenças, ameaças de morte, corrupção e complacência, a sua destemida determinação pela justiça inspira a sua nação e o mundo.

14 agosto

Sala Manoel de Oliveira | 18h – O AMBIENTE PERGUNTA
Moderação: André Soares
Debate – m/12

Dinamização: embaixadores/as do Festival Política.
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Cidadãos são convidados a posicionarem-se perante os vários desafios das alterações climáticas em conversa aberta. O debate é com todos e para todos.

Sala 2 | 19h – SARAVÁ PALAVRÁ
Viton Araújo, André Dez e Marisa Paul
Performance – m/12
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Uma performance imersiva e um ritual ‘palavro-espiritual’ com a força rítmica do candomblé e a beleza da palavra falada.
Uma homenagem poética à cultura oral africana e à riqueza sonora da língua portuguesa. No mesmo espaço, o público, o ator-performer, o batuque afro e a expressão rítmica do corpo transformam um
conjunto de manifestações culturais de origem afro-brasileiras numa experiência poética, com o caráter exclusivo de um ritual cénico multidisciplinar cruzando as linguagens da palavra, da música e da dança.

Sala 3 | 21h30 – SESSÃO OLHAR PORTUGAL E O MUNDO
Cinema – m/12

SEA SHEPHERD
de Débora Mendes e Mariana Soares
Portugal, 5’

Uma rapariga serve peixe num restaurante até que este se esgote.

MAYDAY
de Miguel Gaspar
Portugal, 7’

Mediterrâneo – um mar ou um cemitério? A partir do relato de um voluntário português que realizou missões de resgate marítimo a bordo de um navio de uma ONG alemã durante a atual crise de refugiados no Mediterrâneo, “Mayday” constrói uma narrativa visual, criando espaço para uma reflexão sobre o drama desta questão humanitária.

MY HERO
de Danial Shah
Portugal, 11’
Muhammad Irshad, 42 anos, deixou uma carreira bancária no Paquistão e emigrou para Portugal para proporcionar um futuro melhor ao seu filho Zeelain, de 12 anos.
O filme explora as lutas da vida quotidiana de um imigrante cujo filho é o seu principal pilar e meio de integração.

WE ARE NATURE
de João Meirinhos
Portugal, 5’

A Mongólia é um exemplo drástico dos perigos da desertificação e da redução das temperaturas durante o inverno, que forçam a população local a abandonar seu estilo de vida nómada tradicional e a mudar-se para uma capital problemática e poluída. É usada a técnica do timelapse como tentativa de transmitir uma mensagem de urgência global e, simultaneamente, um apelo à participação social e perseverança em relação à responsabilidade compartilhada no nosso habitat.

EU NÃO SOU PILATUS
de Welket Bungué
Portugal, 11’

Isto é um manifesto. Para nós, entende-se perfeitamente. Este é o Estado em que nos tornámos. No entanto, queremos que os direitos civis sejam respeitados, mas continuamos a manifestar uma espécie de sentimento pelo outro aparentemente inusitado e distante.

NEGRUM3
de Diego Paulino
Brasil, 20’

Propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, identidade sexual e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.
Este será um ponto de partida para questionar o tema da visibilidade da população LGBTI negra em Portugal.

Sala 2 | 22h30 – VENGA VENGA
Concerto/performance – m/16
Projeto de Denny Azevedo e Ricardo Don.

No cenário cultural do Brasil são conhecidos como agitadores culturais envolvendo-se, dinamizando e organizando várias atividades que refletem as questões raciais e da discriminação. Residentes em Lisboa,
rapidamente se envolveram com a nova cena musical da capital portuguesa, onde têm uma residência  mensal num dos clubes mais icónicos da cidade, o Musicbox.

15 agosto

Sala 2 | 18h – O QUE SE PASSA COM O BRASIL?
Debate – m/12
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Brasileiros a viver em Lisboa, das áreas da cultura, direitos humanos, jornalismo e ambiente, partilham as  suas visões sobre o estado atual do Brasil. Participam Diego Candido (mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologia no ISCTE-IUL, especialista jurídico e DJ), Lidiane de Carvalho (advogada, investigadora em Direito do Ambiente e doutoranda em Democracia no Século XXI pelo CES – UC) e Lucas Rohan (jornalista e doutorando em Comunicação na Universidade Nova de Lisboa).

Sala 3 | 19h – SESSÃO BRASIL
Cinema – m/12
Parceria: Segunda Segunda

CÂMERA, TÁ OK
de Nathalia Oliveira
Brasil, 15’

Documentário sobre a censura do cinema brasileiro no governo Bolsonaro

REEXISTIR
de Gabriela Lima
Brasil, 15’

Ficção sobre uma distopia em que um regime militar é instaurado e mulheres presas são torturadas.

TODOS NÓS MORAMOS NA RUA
de Marcus Antonius Melo
Brasil, 15’

Documentário sobre moradores de rua na cidade de Fortaleza (Ceará).

IARINHAS
de Pedro Serrano
Brasil, 4’

Videoclipe da cantora Luiza Lian sobre os rios de grandes cidades como São Paulo que sofreram transformações e foram canalizados, o que gera inúmeras enchentes quando chove.

ESPELHO
de Josi Lopes
Brasil, 5’47’’

Videoclipe para refletir as raízes negras no Brasil, o movimento afrofuturista e o impacto em Portugal.

AÇÚCAR
de Heráclito Lima e Danilo Godoy
Portugal, 16’48’’

Documentário/ensaio poético sobre imigração brasileira em Lisboa, arte, processos criativos, gentrificação, despejo e abandono de espaços.

Sala Manoel de Oliveira | 21h30 – O MUNDO SEGUNDO DIOGO FARO
Diogo Faro
Espetáculo de humor – m/12
Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Diogo Faro, também conhecido como o Sensivelmente Idiota, a solo para nos falar sobre o estado do mundo: dos direitos humanos ao ambiente, passando pelas discriminações e preconceito. Há razões para otimismo?

Sala 2 | 23h – BELEZA COMO VINGANÇA
Performance – m/16

Numa proposta híbrida e sensual, a dupla brasileira Tita Maravilha e Cigarra traz um live act cheio de ruídos e apelos cremosos.
Corpos urgentes de mulheridades marginais e fúria travesti. Violência como linguagem, beleza como vingança.

16 agosto

Sala 3 | 19h – SESSÃO ATIVISTAS
Cinema – m/12

ALLEN, SACRIFICE ZONE
de Alejo Estrabou
Argentina, 15’

Allen é uma cidade do Rio Negro, na Patagónia, com uma economia secular ligada à fruticultura, sendo o maior exportador de pêras do país. Em 2013, a área começou a ser palco de fraturamento hidráulico, uma
técnica de exploração de gás com consequências irreversíveis na contaminação de água, alimentos e pessoas. Habitantes e vizinhos opuseram-se e obtiveram uma ordem judicial que foi revogada volvidos três  meses pelo tribunal superior do Rio Negro. Desde então, foram instalados mais de 160 poços na área,
poluindo a água, o ar e a terra, acarretando o fim de um modelo de desenvolvimento sustentável por um modelo extrativista destrutivo para o meio ambiente e a saúde da população. Rio Negro foi transformado numa zona de sacrifício. Consciência e organização coletiva são a única maneira de mudar esse destino.

WANTOKS: DANCE OF RESILIENCE IN MELANESIA
de Iara Lee
Ilhas Salomão/ Estados Unidos/ Bulgária, 20’

Em 2018, as Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, receberam o Festival de Arte e Cultura da Melanésia, para celebrar os 40 anos de independência do local. Nos estados insulares vizinhos, a luta pela liberdade continua, pois a Papua Ocidental resiste à ocupação indonésia e os moradores da Nova Caledónia vivem sob o domínio francês.
Em todos os países da Melanésia, os moradores enfrentam o desafio comum das mudanças climáticas, pois a subida do nível do mar ameaça engolir a terra e a tradição.
Neste trágico contexto, os artistas locais usam os seus talentos para celebrar a sua cultura e chamar a atenção internacional para a situação das suas ilhas, com a esperança de estimular a solidariedade internacional e promover acções colectivas contra os perigos de um mundo em aquecimento.

ILHAM TOHTI
de Yuaxue Cao e Wo Wong – 32’

Documentário sobre o vencedor do Prémio Sakharov 2019
Ilham Tohti é um conhecido defensor uigure dos direitos humanos, professor de economia e defensor dos direitos da minoria uigure chinesa. Durante mais de duas décadas trabalhou incansavelmente para promover o diálogo e a compreensão entre uigures e outros chineses. Como consequência do seu ativismo, em setembro de 2014, foi condenado pela justiça chinesa a uma pena de prisão perpétua após um julgamento-fantoche de dois dias. Apesar da repressão sofrida, continua a ser uma voz da moderação e da reconciliação.
Filme exibido em parceria com Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal.

Sala Manoel de Oliveira | 21h30 – GRANDE PRÉMIO AMBIENTE CINE ECO 2020
Sessão de encerramento – m/12

INJUSTIÇA” (GRIT)
Cynthia Wade & Sasha Friedlander
EUA/Indonésia/Dinamarca, 80’

Quando Dian tinha seis anos de idade, ouviu um estrondo profundo e virou-se para ver um tsunami de lama que vinha na direção da sua aldeia. A sua mãe pegou nela para a salvar da lama fervilhante.
Os vizinhos correram para salvar as suas vidas. Dezasseis aldeias foram varridas para sempre, enterradas sob 18 metros de lama.
Ao fim de uma década, 60.000 pessoas tinham sido deslocadas daquela que antes era uma área industrial e residencial em Java Oriental. Dezenas de fábricas, escolas e mesquitas estão completamente submersas sob uma paisagem lunar de lodo e areia.
A causa? A Lapindo, uma empresa indonésia que explora gás natural.
Parceria: Extensão Festival CineEco

13 a 16 agosto

Foyer – 2050
de Carolina Maria
Exposição – m/12

Vários estudos sobre o planeta e as alteraçõ es climáticas prevêem que em 2050 viveremos sob condições extremas, num cenário inédito. Como será a nossa alimentaçã o em 2050? Que tipo de produtos consumiremos? De que será feita a nossa gastronomia? Esta exposiçã o é um delírio ilustrado sobre a comida do futuro… e sobre o resto. “2050” foi originalmente criada para integrar um ciclo de exposições com o tema “Gastronomia e o Resto”, a convite do Museu Quinta da Cruz em Viseu.
Reflete sobre um futuro distópico e atroz.

Em segurança e em liberdade, dois conceitos que podem ser sinónimos, se assim o quisermos.

LISBOA NA RUA 2020 - FESTIVAL POLÍTICA

NOTAS:

– As atividades presenciais decorrem em espaços com controlo de acessos, de modo a manter a distância de segurança entre os participantes.

– Recomenda-se o cumprimento das regras de segurança pessoal, como o uso de máscara, distanciamento físico e etiqueta respiratória.

– Entrada livre, limitada à capacidade de cada espaço, ao levantamento de bilhetes ou reserva prévia.

– Alguns eventos serão transmitidos em streaming.

LISBOA NA RUA 2020 – FESTIVAL POLÍTICA – Mais informação ver aqui

Informação Extra:

Autocarros, Comboios, Estacionamento, Metro, Restaurantes

Morada:

Lisboa (Vários locais)

Coordenadas GPS:

38°43'15.29"N
9°8'44.25"W
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