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GISELA JOÃO | REGRESSO AO FUTURO – FAFE

GISELA JOÃO | REGRESSO AO FUTURO – FAFE

Música & Festivais

Data
20/06/2020
21:30 | Sábado
Local

Teatro Cinema de Fafe, Fafe

Classificação Etária
M/06 anos
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Descrição do Evento

GISELA JOÃO | REGRESSO AO FUTURO – FAFE – 20 é o número mágico que vai voltar a ligar o som e a acender as luzes dos Teatros Municipais, resgatando-nos ao silêncio e ao afastamento a que a Covid-19 nos votou: no dia 20 de Junho de 2020, às 21H30, 21 artistas portugueses e 21 Teatros Municipais celebram o Regresso ao Futuro.

Regresso ao Futuro reafirma a vocação decisiva dos Teatros Municipais para a sustentabilidade da cultura em Portugal, a sua importante contribuição para a circulação artística, agindo como um catalisador de esperança, resiliência e confiança para o público, sempre dentro das regras sanitárias em vigor.

Em Fafe ninguém fanfe!
20 de Junho volto ao palco. E o meu palco será o de Fafe! Terra da justiça!
O festival @festivalregressoaofuturo vai acontecer no dia 20 de Junho pelo país inteiro. Bela iniciativa, carregada de emotividade e pró actividade.

Dia 20 de junho às 21,30h, 21 artistas portugueses e 21 teatros municipais juntos. Os bilhetes, 10€ , estarão à venda a partir de terça dia 9 nos lugares habituais e nas bilheteiras dos teatros e “ as receitas revertem para o Fundo de Solidariedade para a Cultura criado pela Audiogeste e pela GDA que se destina aos vários profissionais do setor das artes.
O público pode também deixar alimentos não perecíveis que serão recolhidos e distribuídos União Audiovisual formada em tempos de pandemia para fazer chegar bens essenciais aos profissionais das artes.
Emociono-me a escrever isto.
Muitas saudades. Até já Fafe! Em Fafe ninguém nos Fanfará!!

GISELA JOÃO | REGRESSO AO FUTURO - FAFE

Gisela João nasceu e cresceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e chegou a Lisboa há dois para fazer História.

Sendo a mais velha de 7 irmãos, de uma família ligada pelo trabalho à indústria têxtil, teve, ainda criança, o primeiro contacto com o Fado através da rádio e começou logo a cantá-lo. Primeiro para a família, depois para os amigos e vizinhos e finalmente em concursos locais.

Quis estudar design de moda, mudou-se para o Porto e acabou no circuito boémio da Invicta, a “en-cantar” numa casa de Fados da Ribeira.

Finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa.

Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher a Fábrica do Braço de Prata, o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espectáculo. A sua voz grave e poderosa, a forma como se entrega às palavras, como permite que dominem a sua prestação, mostram que não é apenas mais uma. E Camané proclama-a a grande aposta do momento.

Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal e depois de ultrapassarem a difícil tarefa de escolher repertório – Gisela queria gravar mais de cinquenta canções, entre Fado e Música Popular – iniciaram as gravações. Estávamos em Fevereiro de 2013, no Palácio Marquês de Pombal, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer.

O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro.

Francisco Vasconcelos, que já acompanhou alguns dos nomes maiores da música portuguesa das últimas décadas, primeiro enquanto A&R da EMI-Valentim de Carvalho e mais tarde enquanto administrador da Edições Valentim de Carvalho, diz que esperou 30 anos para editar este disco e, a julgar pelo entusiasmo com que foi recebido, pelo consenso de que tem sido alvo por muitos dos que estudam estas coisas da música, a consomem avidamente e escrevem colunas de opinião em grande parte das nossas publicações de referência, parece que tinha razão.

Uma coisa é certa: há um Fado antes da Gisela João e há um Fado depois da Gisela João…

(…) Faz-me pensar nas voltas que o mundo dá. Aquela teoria de que a História se repete. Inconscientemente ou não, dou por mim a pensar nas grandes fadistas da geração dos anos sessenta e de como é que seria se ela tivesse nascido nessa altura e tivesse vivido esses tempos da canção de Lisboa. Por outro lado, dou comigo a olhar para os meus discos de vinil e dá-me uma vontade estranha de ir ouvir os primeiros registos das grandes cantoras internacionais.

Como é que seriam algumas delas se cantassem o Fado? O primeiro disco da carreira de um artista é provavelmente um dos mais importantes. Ainda bem que este foi tratado com esse respeito, e com a coragem de tomar como referência este universo. Trazê-lo para o presente, a pensar no futuro, para que com isso se possa construir o início de uma grande carreira…

NOTAS: Esta sala cumpre as regras de distanciamento estipulado pela Direcção Geral de Saúde.

GISELA JOÃO | REGRESSO AO FUTURO – FAFE – Mais informação ver aqui

Morada:

N207, 4820-279 Fafe

Coordenadas GPS:

41°26'59.98"N
8°10'15"W
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